Pedro Rodrigues da GranMaria Madanela Matallas

João Baptista BiancardiFrancisca Mariana Rodrigues da Gran

Joao Baptista Biancardi

f a m í l i a
Filhos(as) com:
Maria Teresa de Jesus

Irmãos(ãs):
Fernando Biancardi

Filhos(as):
Maria Antonia Biancardi
Theodoro José Biancardi
José Maria Biancardi
Joaquim Bernardino Biancardi
Antonio José Biancardi
Francisco Barnabé Biancardi
Marçal José Biancardi
João Antonio Biancardi
João Baptista Biancardi (neto)
Joao Baptista Biancardi
  • Nascimento: , Italia
  • Casamento: 6 agosto 1758, Lisboa, Portugal, com Maria Teresa de Jesus
  • Falecimento: 25 Jul 1802, Martires, Lisboa, Portugal
  • Profissão: Músico instrumentista da Real Câmara de Lisboa e organista da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa
  • Referência(s): Autos de Justificação de Maria Teresa Biancardi (PT/TT/CFZ/001-013/0043/0029)

    "Aos seis dias do mês de Agosto de mil e setecentos e concoenta e outo na minha presença e das testemunhas ao diante nomeadas e asignadas, nesta Igreja de tarde se receberão por marido e mulher, e palavras de prezente como manda a Santa Madre Igreja Romana na forma do Sagrado Concilio Tredentinoe constituiçam deste Patriarchado, João Baptista Biancardi, batizado na Freguezia de Nossa Senhora do Loureto, digo na Igreja de Nossa Senhora do Loureto, Freguezia de Nossa Senhor da Encarnação de Lisboa, filho legitimo de João Baptista Biancardi e de Francisca Marianna Rodrigues de Gran, morador na Freguezia de Santa Izabel Rainha Regente de Portugal com Maria Thereza de Jesus, baptizada na Freguezia de Nossa Senhora dos Márties de Lisboa, filha legitma de Carlos Solivan já defunto e de Maria da Silva, moradora nesta Freguezia no lugar de Alcantara; e de como se receberão na forma sobre dita feitas as demandas do estillo e sem impedimentos e sendo testemunhas prezentes à celebração deste matrimonio o ilustrissimo Gonçalo Xavier de Alcaçova morador no Citio de Santo Amaro, e Pedro Joze da Silva Botelho, Porteiro da Camara de Sua Magestade que Deos Gosa, de que comigo a signarão, fis este assentoééReytor Monsignor Garcia Galhardo. (Fonte: https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4812404).

    Em 1756 era morador na Cotovia, freguesia de Sta. Isabel. (Fonte: Musicos de Câmara no Reinado de D. José I de Maria Adelaide Salvador Marques, p. 208-209).

    Segundo Joseph Scherpereel, A orquestra e os instrumentistas da Real Câmara de Lisboa de 1764 a 1834 / L’orchestre et les instrumentistes de la Real Câmara à Lisbonne de 1764 à 1834, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1985, Joao Baptista Biancardi, italiano, consta na lista de instrumentistas da orquestra real, tocando viola de 1764 a 1801 tendo um salário anual de 260$450 réis. Nesta mesma lista consta um Fernando Biancardi, italiano, provavelmente um irmao, tocando cello de 1764 a 1806, com um salário anual de 345$600 réis. (Citado no artigo Opera Orchestras in the 18th and 19th Centuries in Lisbon and Oporto de Luísa Cymbron Manuel Carlos de Brito)

    " ASSEMBLEIAS EM LISBOA NOS FINAIS DO SÉCULO XVIII : Nas últimas décadas do séc. XVIII funcionaram em Lisboa diversas assembleias, mas nem sempre é fácil delimitar a sua localização, cronologia e modelo detalhado de funcionamento, até porque designações diferentes podiam ser atribuídas ao mesmo local. Uma das mais célebres referências a essas reuniões deve-se ao viajante britânico Richard Twiss que esteve em Portugal entre 1772 e 1773:
    “Há dois salões em que a feitoria inglesa se reúne duas vezes por semana, durante o Inverno, para dançar e jogar às cartas. Os minuetes compostos por D. Pedro António Avondano, que aqui vive, são muito estimados. Qualquer viajante britânico que não tencione residir mais de seis meses em Lisboa é admitido gratuitamente nessas assembleias, mas a quota para os residentes é de seis moidores para cada um dos salões. Fui informado de que após a minha partida ambas as sociedades se fundiram, e de que foi construído um grande salão para esse fim. Ao longo do Inverno há quatro grandes bailes, com ceia, para os quais é convidada muita da nobreza portuguesa” (Twiss 1775, p. 3).Além da Assembleia das Nações Estrangeiras de Pedro António Avondano, na documentação histórica encontram-se menções às Assembleias do Bairro Alto, da Nação Britânica e do Salitre, bem como à Assembleia Nova e à Assembleia Portuguesa (esta última já nos inícios de oitocentos), entre outras. A estas juntam-se os bailes e séries esporádicas de assembleias organizadas a partir de 1758 pelos instrumentistas da Real Câmara Gonçalo Auzier Romero (violino) — que viria a abrir uma “casa de baile” na Rua do Loreto no final da década de 1770 —, Carlos Printz (violino) e João Baptista Biancardi (violeta) nos salões alugados a Lázaro Leitão Aranha, alto dignitário da Patriarcal, no seu Palácio da Cruz de Pau (junto à Calçada do Combro)."(Fonte: https://www.parquesdesintra.pt/wp-content/uploads/2014/03/16site.pdf).

    Cristina Fernandes escreve: "Dopo il terremoto del 1755 non abbiamo riferimenti alla promozione diretta di eventi musicale da parte di Lázaro Leitão che fu costretto a fare lavori di ristrutturazione del suo palazzo. Tuttavia le dépendances della sua residenza rimasero come "palco" musicale. Nel 1758 affittò una stanza, assieme a 12 pannelli cinesi grandi e 69 piccoli, al violinista della Real Camera Gonçalo Auzier Romero al fine di organizzare accademie ("assembleias") e balli. Presso lo stesso edificio abitavano altri strumentisti della corte suoi collaboratori: João Baptista Biancardi (viola) e Carlos Printz (violino). La realizzazione di balli è anche attestata da altri fonti d'archivio che riferiscono alcuni sospetti della Congregação Camarária da Patriarcal. Infatti, un parere richiesto al prete della parrocchia vicina Joaquim Ribeiro de Carvalho (lettera del 3 febbraio 1759) [37] attesta che i balli si facevano "senza scandalo" e che i frequentatori erano soprattutto "inglesi e amburghesi con la partecipazione della Nobiltà della corte", allo stesso modo di quanto accadeva nell'Assembleia das Nações Estrangeiras gestita dal compositore e violinista Pedro António Avondano. Nel 1761 e negli anni successivi i musicisti Auzier Romero, Biancardi e Printz continuarono ad organizzare balli nei saloni affittati nel Palazzo di Lázaro Leitão che ospitava anche, al piano terra, il negozio del libraio José Baptista Reycend. [38] Il 19 giugno del 1764 in una camera del palazzo, spazio privilegiato di convergenza culturale, si tenne anche l'ultima riunione dell'Arcadia Lusitana, fondata nel 1756. [39]" (Fonte: http://digilab4.let.uniroma1.it/enbach/content/lazaro-leitao-aranha-e-la-circolazione-di-modelli-culturali-e-musicali-tra-roma-e-lisbona#note14)

    "Entre os casos de fidelização devocional a um local de culto destacam-se S. Patrício na Igreja do Corpo Santo, que tendo sido reedificada após o terramoto se tornou uma das mais frequentadas pela aristocracia lisboeta. Este dia, celebrado pela irmandade da respectiva igreja, conta com a direcção exclusiva de João Baptista Biancardi, entre 1779 e 1801, que nos seus manifestos se destaca como um dos directores mais comprometidos com a música instrumental e sobretudo com a organização de funções profanas, entre as quais concertos vocais e instrumentais." (Fonte: https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/2812/2/FESTAS%20SACRAS_Cap.2.pdf no capitulo 2 da tese de doutoramento: Circuitos de Produção e Circulação da Música Instrumental em Portugal entre 1750-1820 cujo author foi Vanda Sá Silva)

    Consta no registro de óbitos da Freguezia de Mártires em Lisboa: "Em 25 dias do mês de julho de 1802 faleceu com todos os sacramentos Joao Batista Biancardi casado com Maria Theresa de Jesus [ilegivel], foi enterrado [ilegivel] desta igreja de que fiz este açento que assinei. Dom Henrique José Correia" (Fonte: http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4815685).

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